É retirada uma pequena quantidade de sangue, de maneira semelhante a um exame laboratorial.
Medicina regenerativa
Tratamento Biológico com PRP
Para casos selecionados de lesões do ombro e do cotovelo
O Plasma Rico em Plaquetas é obtido do próprio sangue do paciente e pode integrar o tratamento de algumas lesões de tendões, principalmente quando a indicação é bem definida.
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Entenda de forma simples
O que é o PRP?
PRP significa Plasma Rico em Plaquetas. O tratamento começa com uma pequena coleta de sangue do próprio paciente. Esse sangue é processado em uma centrífuga, que separa seus componentes e permite obter uma fração com maior concentração de plaquetas.
As plaquetas são conhecidas pela participação na coagulação, mas também armazenam proteínas e fatores de crescimento envolvidos na comunicação entre as células e nos mecanismos de reparação dos tecidos. O PRP é aplicado diretamente na região lesionada com o objetivo de criar um ambiente biológico mais favorável à recuperação.
Passo a passo
Como o procedimento é realizado?
Em geral, o processo é feito no consultório e segue quatro etapas principais.
O tubo é colocado em uma centrífuga para separar as diferentes camadas do sangue.
O médico seleciona a fração que contém o PRP, conforme o método escolhido para aquele caso.
O PRP é aplicado na área da lesão. Em muitas situações, a ultrassonografia ajuda a posicionar a agulha com precisão.
Possíveis indicações
Quando o PRP pode ser considerado?
A indicação deve ser individualizada. Entre as condições estudadas estão:
Ombro
- Tendinopatia do manguito rotador
- Algumas lesões parciais do manguito
- Tendinopatia do bíceps, em situações selecionadas
- Quadros persistentes apesar de tratamento conservador bem conduzido
Cotovelo
- Epicondilite lateral, conhecida como cotovelo de tenista
- Epicondilite medial, conhecida como cotovelo de golfista
- Outras tendinopatias crônicas selecionadas
Objetivo do tratamento
Por que utilizar o PRP?
Quando um tendão permanece doloroso por muito tempo, pode haver alterações degenerativas e uma capacidade limitada de recuperação. O PRP concentra componentes do próprio sangue que participam da resposta de reparação.
O objetivo é favorecer um ambiente biológico mais adequado para o tecido, sempre associado às medidas necessárias para cada paciente, como ajuste de carga, fisioterapia, fortalecimento e correção de fatores mecânicos.
Benefícios e limites
O que o paciente deve saber?
Utiliza o próprio sangue
Por ser autólogo, não envolve material de doador e o risco de rejeição imunológica é muito baixo.
É minimamente invasivo
Na maioria das vezes é realizado por meio de uma aplicação, sem necessidade de internação.
A resposta é gradual
Quando ocorre melhora, ela costuma aparecer ao longo das semanas, e não imediatamente.
Não serve para todos
Rupturas completas, artrose avançada e algumas outras condições podem exigir estratégias diferentes.
A evidência varia
Os resultados são mais consistentes em algumas tendinopatias do que em outras. Por isso, a indicação correta é essencial.
Faz parte de um plano
O PRP não substitui automaticamente exercícios, fisioterapia, controle de carga ou cirurgia quando ela é necessária.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre PRP
O procedimento dói?
Pode haver desconforto durante a coleta e a aplicação. A intensidade varia conforme o local tratado e a sensibilidade individual.
Quanto tempo dura?
A coleta, o preparo e a aplicação costumam ser concluídos na mesma visita. O tempo total varia conforme o protocolo e a necessidade de ultrassonografia.
Quantas aplicações são necessárias?
Não existe um número único para todos. A quantidade depende da condição, do protocolo utilizado e da evolução clínica.
Quando posso voltar às atividades?
O retorno é individualizado. Em geral, recomenda-se reduzir esforços na região tratada por um período e retomar as atividades progressivamente.
O PRP substitui cirurgia?
Nem sempre. Em algumas situações pode ser uma alternativa antes da cirurgia; em outras, a lesão exige reparo cirúrgico. A decisão depende do diagnóstico e dos objetivos do paciente.
Quer saber se o PRP pode ser indicado para o seu caso?
A avaliação especializada permite confirmar o diagnóstico e comparar as opções de tratamento com segurança.
Informação baseada em evidências
Os estudos sobre PRP apresentam resultados diferentes conforme a lesão, o preparo utilizado e o comparador. Revisões recentes indicam resultados promissores para epicondilite lateral e benefícios possíveis em algumas tendinopatias do manguito rotador, mas não sustentam o uso rotineiro e indiscriminado em todos os casos.